terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Perdoar, Perdoar-se e Pedir Perdão.

A culpa é, definitivamente, o sentimento que obtém maior êxito em me tirar o sono. Sempre tive orgulho em dizer que sou "bom de cama" (trocadilho infame), que geralmente não tenho dificuldade alguma para dormir e que, as preocupações usuais do dia-a-dia, nunca foram suficientes para impedir que minha cama e meu travesseiro produzissem seu efeito soporífero sobre mim. Porém, a culpa nunca foi encarada por mim como usual, talvez devesse, mas não é, nunca foi. E, sendo assim, ela tem um poder enorme de impedir que eu pregue os olhos.

Nunca tive facilidade em perdoar erros meus, principalmente quando esses erros envolvem terceiros. Terceiros feridos, magoados ou traídos. Ao passo que perdoar os outros nunca foi um problema pra mim. Talvez isso seja fruto da empatia que carrego para com os outros, que faz com que eu tenha sempre em mente que todos são passivos a cometer enganos e erros. Pois somos todos igualmente falhos, estamos igualmente em evolução constante e na maioria das vezes igualmente equivocados.

Pode parecer engraçado mas o fato é que; essa empatia toda não vale de nada quando o culpado sou eu. Acho que, no fundo no fundo, acabo nunca realmente me perdoando (aqui você vai pensar que sou um babaca que se enrijece consigo mesmo só pra tentar parecer justo) e acho também que, isso se deve à imensa dificuldade que tenho em pedir perdão. Sempre penso mil vezes antes de falar e fazer, justamente para evitar posteriores pedidos de desculpas (e aqui você tem certeza que sou um babaca, mas não pelo motivo anterior, e sim por ser um cretino egoísta, covarde e orgulhoso demais). E quando falo em desculpas não me refiro à palavrinha mágica que cuspimos todas as vezes que pisamos no pé de alguém ou esbarramos sem querer, derrubando no chão a pilha de livros que a pessoa carregava.

Me refiro àquelas situações em que cometemos uma mancada terrível, que faz com que nosso cérebro fique pesado como uma bigorna. Situações essas cruelmente pontuadas pela indiferença, quando a pessoa opta por não reagir, não reclamar, não gritar, não brigar, e nem xingar. Fazendo com que todas as vezes que colocamos os olhos na pessoa com a qual cometemos o erro, nossa consciência se contorça como um epiléptico, gritando desesperadamente:

"Caralho, eu não devia ter feito aquilo com você! Eu sinto muito, muito mesmo! Grita, xinga, por favor, fala alguma coisa! Sei que nada justifica o que fiz, to me sentindo um lixo! Mas preciso que você me perdoe senão a culpa vai me consumir de dentro pra fora até eu virar um montinho sujo e podre de cinzas!"

PS': Sim, este post é um pedido de desculpas.
PS": Não, essa mancada não foi umas daquelas que se comete com namorado(a), pai, mãe ou irmão(ã). Essa foi muito pior, a pior de todas. Essa foi daquelas que se comete com um amigo.

2 comentários:

Dan disse...

amigo q é amigo perdoa querido!
pode chatear-se um pouco, demorar-se um pouco. mas perdoa.
fale pra ele tudo isso! tenho certeza que ele nao vai querer perder sua amizade.
eu não perderia!

bjo e boa sorte!

Mari Amorim disse...

Caralho, você não devia ter feito mesmo aquilo com o seu amigo!
É. Sempre tem alguém para ajudar muito no alívio da culpa... hehe Mas meu bom e querido amigo, não fique assim, tão desesperado, ele há de te perdoar. Se bem que conhecendo você como conheço, p/ escrever um post assim é porque a falta foi grave e sendo assim, talvez a pessoa não te perdoe... Opa! Olha aí outra ajuda p/ aliviar a culpa. Perae, perae! Vou ter que concordar com o cara aí de cima, se é seu amigo há de perdoar sim e se não perdoar, foda-se! Você reconheceu o erro e fez a sua parte, agora é com a pessoa. Ok? Um beijo do tamanho do mundo e paz p/ seu ♥! Inté amigão!